segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Quando você olhou nos meus olhos 
despiu toda a minha alma
arrepiou cada milímetro de mim,
me desfez, e permaneci assim.

E o silêncio tomou conta daquilo que deveria ser lindo
e nos restou apenas o subjetivo
do que deveríamos dar conta de entender

E desde então só nos resta sofrer
nos despedaçar, arrepender...
E esquecer o que realmente nos fez chegar até aqui...

Ludmila Parreira e Luã Áquila

quarta-feira, 29 de junho de 2011



Estou caida,
recolhendo meus últimos fragmentos
para me levantar e olhar nos meus olhos
pela ultima vez 
e me ver derramar minhas lágrimas
enquanto me lembro de todas as vezes em que parti meu coração.



Hoje olho para dentro de mim
e vejo o grande vazio que existe,
vejo o tempo que perdi sendo legal com as pessoas,
e tudo que eu podia ter ganho se tivesse continuado sozinha...

Agora vivo uma constante ausência do meu presente

e uma grande incerteza  de saber se terei futuro.

E não sinto mais nada a minha volta...
estou tão entorpecida que nem sinto dor.
Todos os sorrisos,
todos os momentos forçados, 
só serviram para piorar minha situação... 
só serviram para me deixar cansada daquilo que penso ser.

Estou cansada de toda a educação desnecessária,
de todo o esforço feito por nada,
de pensar nos outros,
de correr atrás do que realmente quero...
Estou cansada da minha falta de vontade de ser uma pessoa melhor, 
pra mim...

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Musiquinhas ;D

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Nosso amor foi assim... 
uma frase sem nexo 
no meio de uma dissertação;
Diferentes movimentos 
indo na mesma direção
ou qualquer outra coisa
que não nos deu motivação...
Então vamos parar por aqui.
Porque o nosso romance foi só uma forma diferente
 de dizer que eu não gosto de ti...
só uma forma de você dizer que é apaixonado por mim...


Nosso amor foi assim...
algo que não durou nem 5 segundos.

terça-feira, 24 de maio de 2011


Eu procurei durante muito tempo uma forma legal de dizer isso; 
Uma forma bonita de dizer isso; uma forma de dizer sem machucar ninguém... 
Mas vocês me machucaram,
Então porque estou me preocupando com quem não se preocupou comigo?
Estou dizendo isso por todas as conversas jogadas fora, por todos os abraços que não queriam ser dado, por todos os momentos desperdiçados, por tudo aquilo que não tinha importância alguma... Mas que fazia toda a diferença pra mim. Tinha tanta importância que estou, agora, perdendo o meu tempo fazendo o possível para não me esquecer delas, o quanto eu sorri com elas; lembrar-me nitidamente o quanto vocês foram bons pra mim por um tempo e como se esqueceram rapidamente de mim, como partiram meu coração. 
Isso é para que eu não me preocupe mais, não dê mais importância para quem não precisa de mim, porque eu também não preciso de absolutamente nenhum de vocês.
O que eu quero dizer, que eu quero gritar, é que por mais que tenha doido, me destruído e me feito chorar...
Todas aquelas coisas que eu não disse, que eu pensei que precisava dizer, não foram realmente ditas por que nenhum de vocês valia à pena.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Nas ilhas bem aventuradas


“Os figos caem das árvores: são bons e doces; e conforme caem assim se lhes abre a vermelha pele. Eu sou um vento do Norte para os figos maduros.
Assim como os figos, caem em vós estas práticas; recebei o seu suco e a sua doce polpa. Em torno de nós reina o outono, reina a tarde como um céu sereno.
Vede que plenitude em nosso redor! E que belo, do seio da abundância, olhar para fora, para os mares longínquos!
Noutro tempo, quando se olhava para os mares longínquos, dizia-se: “Deus”; mas agora eu vos ensinei a dizer: “Super-homem”.
Deus é uma conjectura; mas eu quero que a vossa conjectura não vá mais longe do que a vossa vontade criadora.
Poderíeis criar um Deus? Pois então não me faleis de deuses! Poderíeis, contudo, criar um Super-homem.
Talvez vós o não sejais, meus irmãos! Podeis transformar-vos em pais e ascendentes do Super-homem: seja essa a vossa melhor criação!
Deus é uma conjectura; mas eu quero que a vossa conjectura se circunscreva ao imaginável.
Poderíeis imaginar um Deus? Signifique, para vós outros, a vontade de verdade, que tudo se transforme no que o homem pode pensar, ver e sentir! Deveis cuidar até o último os vossos próprios sentidos!
E o que chamáveis mundo deve ser criado já por vós outros; a vossa razão, a vossa imagem, a vossa vontade, o vosso amor devem tornar-se o vosso próprio mundo. E verdadeiramente, será para ventura vossa!
Vós, que pensais e compreendeis, como havíeis de suportar a vida sem essa esperança? Não deveríeis persistir no que é incompreensível nem no que é irracional.
Hei de vos abrir, porém, inteiramente o meu coração, meus amigos; se existissem deuses como poderia eu suportar não ser um deus?! Por conseguinte, não há deuses.
Fui eu, na verdade, quem tirou essa conseqüência; mas agora é ela que me tira a mim mesmo.
Deus é uma conjectura; mas, quem beberia sem morrer, todos os tormentos desta conjectura?
Acaso se quererá tirar ao criador a sua fé, e à águia o seu vôo pelas regiões longínquas?
Deus é um pensamento que torce tudo quanto está fixo.
Que!? Não existiria já o tempo, e todo o perecível seria mentira?
Pensar tal produz vertigem nos ossos humanos e náuseas no estômago; verdadeiramente, pensar assim é como sofrer modorra.
Chamo mau e desumano a isso: a todo esse ensinamento do único, do pleno, do imóvel, do saciado, do imutável.
O imutável é apenas um símbolo! E os poetas mentem demais.
As melhores parábolas devem falar do tempo e do acontecer; devem ser um elogio e uma justificação de tudo o que é perecível.
Criar é a grande emancipação da dor e do alívio da vida; mas, para o criador existir são necessárias muitas dores e transformações.
Sim, criadores, é mister que haja na vossa vida muitas mortes amargas. Sereis assim os defensores e justificadores de tudo o que é perecível.
Para o criador ser o filho que renasce, é preciso que queira ser a mãe com as dores de mãe.
Em verdade, o meu caminho atravessou cem almas, cem berços e cem dores de parto. Muitas vezes me despedi; conheço as últimas horas que desgarram o coração.
Mas assim o quer a minha vontade criadora, o meu destino. Ou, para o dizer mais francamente: esse destino quer ser minha vontade.
Todos os meus sentimentos sofrem em mim e estão aprisionados; mas o meu querer chega sempre como libertador e mensageiro de alegria.
“Querer, libertar”: é essa a verdadeira doutrina da vontade e da liberdade; tal é a que ensina Zaratustra.
Não querer mais, não estimar mais e não criar mais! Ó! fique sempre longe de mim, esse grande desfalecimento.
Na investigação do conhecimento só sinto a alegria da minha vontade, a alegria do engendrar; e se há inocência no meu conhecimento, é porque nele há vontade de engendrar.
Essa vontade apartou-me de Deus e dos deuses. Que haveria, pois, que criar se houvesse deuses?
A minha ardente vontade de criar impele-me sempre de novo para os homens, assim como é impelido o martelo para a pedra.
Ai, homens! Uma imagem dormita para mim na pedra, a imagem das minhas imagens. Ó! haja de dormir na pedra mais feia e mais rija!
Agora o meu martelo desencadeia-se cruelmente contra a sua prisão. A pedra despedaça-se: que me importa?
Quero acabar esta imagem, porque uma sombra me visitou; qualquer coisa muito silenciosa e leve se dirigiu para mim!
A excelência do Super-homem visitou-me como uma sombra. Ai, meus irmãos! Que me importam já os deuses?”
Assim falava Zaratustra.